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Prótese solta (frouxa) ou folgada - que fazer?

Depende do tipo de prótese, se é fixa ou removível como veremos. Existe uma abordagem diferente para um e outro caso.

Prótese fixa solta (coroa ou ponte)

Quando o material (ionómero de vidro) usado para grudar a ponte ou coroa dentária cede, esta fica solta e pode até cair. O que fazer? Ir ao dentista o mais breve possível.Tem que ser cimentada de novo. Quanto mais tempo demorar maior a probabilidade de perder a prótese. Também o surgimento de cárie pode ocorrer, por infiltração de bactérias, com consequente destruição do dente de suporte.

Dentadura removível frouxa ou caindo

O que faz uma dentadura ficar solta e caindo é a perda de osso na arcada dentária.

Causa: na verdade tudo começa com o primeiro dente que se perde. Depois vem o uso inadequado de prótese parcial removível (de tirar e pôr) em detrimento de prótese fixa (ponte dentária).

É consentâneo que o uso de dentadura clássica, prótese total de resina acrílica, vulgo dentadura postiça, potencia a contínua reabsorção óssea, do osso esponjoso onde antes se encontravam as raizes dos dentes. Esse processo não pára, por isso um dia a dentadura estava justa e no outro folgada.

Conhecida a causa, que medidas se podem tomar para melhorar o conforto de uma dentadura completa? Temos três soluções, vejamos cada uma:

1- Implantes dentários + prótese aparafusada

Solução ideal.

Esta é a opção mais cara mas a única com resultados realmente satisfatórios e permanentes. Para aprofundar esse assunto sugerimos a leitura da página de início.

Dois tipos de prótese são possíveis com o suporte de implantes dentários: a ponte total híbrida (estrutura interna em metal ou zircônio) e dentes de porcelana e a sobredentadura de encaixe (em resina acrílica e dentes de acrílico).

A primeira mais cara que a segunda mas com muito maior longevidade. A sobredentadura precisa de renovar os mecanismos de encaixe de dois em dois anos e a própria prótese não deve exceder os dez anos.

2- Dentadura postiça nova, solução razoável mas temporária.

Se a prótese já está bastante degradada o ideal é mandar fazer uma nova. A partir de um certo ponto o acrílico perde qualidade e o novo material de base não adere bem ao velho, não oferecendo uma resposta satisfatória ou duradoura quanto ao rebasamento.

Nesta situação não é possível eliminar totalmente a mobilidade da prótese no caso de perda óssea significativa, nem a sua continuação. Atenção que a perda óssea é um processo irreversível. A resolução desse problema só se consegue com recurso a implantes dentários.

3- Rebase da prótese, a solução mais econômica e de curta duração.

Passado algum tempo de uso, que pode variar de pessoa para pessoa ou derivar de outros fatores como extrações recentes, a dentadura perde a sua justa adaptação e fica cada vez mais móvel. É óbvio o desconforto que isso provoca. Daqui para a frente a situação só pode piorar e uma possível solução, especialmente se a prótese foi feita há pouco tempo, é o rebasamento (custo médio R$ 417,00).

Para o realizar é necessária uma nova impressão da boca. Os dentes e grande parte da base são mantidas enquanto a superfície que contata com a mucosa (gengiva) leva uma camada nova de resina acrílica ajustada ao novo molde. A prótese fica então mais apertada, durante algum tempo.

Embora não se possa validar como solução, mas que pode ajudar por alguns dias, é o uso de adesivos ou condicionadores de dentaduras, à venda em qualquer farmácia. Também útil no caso de prótese provisória.

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